Jovem talento carioca usa a quadra para alçar voos mais altos na praia

Publicado em: 16/03/2017 11:13

Quando entrou pela primeira vez no ginásio do Fluminense para acompanhar o treino do pai Gabriel Pisco ainda não sabia, mas não seria mais o mesmo a partir deste momento. Com apenas 13 anos e sem muito conhecimento do que era o voleibol ele se encantou pelo esporte e desde então não parou mais. Hoje, perto de completar 17 anos, ele é um dos ponteiros da Seleção do Rio de Janeiro que defende o título do Campeonato Brasileiro de Seleções (CBS) da Divisão Especial Sub-20 masculino, que acontece em Saquarema (RJ).

O desafio na quadra é, segundo o jovem atleta, apenas uma preparação para a carreira no vôlei de praia, verdadeira paixão deste carioca de Ipanema. Para Gabriel, o CBS é uma oportunidade para ganhar mais bagagem e sentir na pele a pressão de um campeonato de alto nível, além de amadurecer com a cobrança dos companheiros de equipe.

“Minha participação no CBS é parte do meu planejamento para aprimorar a minha performance na praia. Aqui, com esta equipe, o ritmo de treino é muito intenso, a bola não pode cair no chão, e isso é bom para o meu desenvolvimento. Jogar com quem é mais experiente é sempre uma oportunidade muito boa. Na quadra eu gosto de jogar em todas as categorias para adquirir vivência, jogar partidas importantes e sentir a pressão. O Rio de Janeiro está defendendo o título neste ano e por isso há uma cobrança maior. Tanto na quadra como na praia o fator mental é muito importante”, comentou o jogador.

A primeira experiência de Gabriel Pisco no voleibol foi influência paterna. O pai já é assíduo competidor no Vôlei Master, realizado anualmente no Centro de Desenvolvimento de Voleibol (CDV), e que reúne veteranos da modalidade. A paixão pelo esporte foi crescendo e hoje tem um protagonismo na vida do adolescente.

“Comecei a jogar no Fluminense por influência do meu pai. Ele me levou para um treino uma vez e eu comecei a me interessar. Lá comecei a treinar com 13 anos. Na praia comecei em 2014, joguei uma etapa sem compromisso e me apaixonei”, explica.

E os bons desempenhos logo cedo o levaram para a principal competição da carreira até o momento: o campeonato Mundial Sub-19 de vôlei de praia, em Larnaka, no Chipre. Com apenas 16 anos, Gabriel terminou em nono lugar. No entanto, o torneio serviu como combustível na paixão do jovem pelo vôlei de praia, e agora ele almeja voos mais altos.

“Ter participado no Mundial Sub-19 no Chipre foi um grande aprendizado. Primeiro pela pressão de ter sido convocado sendo mais novo que os demais. Fui treinar em Pernambuco e em Maringá, foi uma experiência muito rica. Treinamos aqui no CDV também. Foi uma rotina de atleta, com foco apenas no esporte. Gostei muito, me fez me apaixonar pelo vôlei de praia. Quero muito disputar as competições internacionais de praia no ano que vem. O mundial Sub-19 em 2018 será o da minha geração, em 2016 fui ainda novo. Outro grande objetivo é competir nos Jogos Olímpicos da Juventude na próxima temporada, estou realmente focado para chegar lá”, contou.

Para conseguir alcançar o objetivo, Pisco já tem o planejamento traçado, e tem no CBS uma ótima oportunidade para auxiliá-lo. O momento é de transição da maneira de atuar na praia, e jogar como ponteiro em quadra é a chave para incrementar os fundamentos.

“Estou agora em um momento de transição na praia, sempre joguei de bloqueador, mas, com 1,91m, estou ficando “pequeno” para essa posição, então estou investindo no fundo, como defensor, e jogar como ponteiro aqui na quadra me faz aprimorar fundamentos como passe e defesa que são importantes para esta mudança”, completou Pisco.

A missão de Gabriel Pisco e dos companheiros de Rio de Janeiro começou nesta segunda-feira (13.03) com a vitória sobre o Sergipe por 3x0 na estreia do CBS. Na segunda rodada mais um triunfo, desta vez 3x1 sobre Santa Catarina. Na quarta-feira (15.03) contra o Rio Grande do Sul mais um resultado positivo em três sets. Nesta quinta-feira, a equipe carioca joga a semifinal contra o Paraná.

O CBS Sub-20 masculino da Divisão Especial conta com oito equipes na disputa, divididos em dois grupos de quatro times cada. As equipes jogam entre si dentro dos grupos e os dois melhores avançam para as semifinais. O sexto, o sétimo e o oitavo colocados serão rebaixados para a Primeira Divisão em 2018.

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